A Venezuela cometeu o mesmo erro que o Chile havia cometido duas rodadas atrás nas eliminatórias: achou que venceria o Brasil e partiu para cima embalada pela euforia das arquibancadas. Ledo engano. O Brasil venceu por 4 a 0 em ritmo de treino, praticamente andando em campo.
Não precisa ser muito inteligente para perceber o ponto fraco da Seleção Brasileira. O Brasil não tem criatividade para jogar contra times defensivos. E mesmo assim, mesmo possuindo um ponto fraco explícito, alguns adversários ainda adotam a arcaica filosofia de que o time da casa tem que atacar desesperadamente. Mas como você quer ser ofensivo com um atacante que tropeça na bola, um meio-campo não muito criativo e uma defesa que não vai segurar os contra-ataques?
No lado da equipe brasileira, o destaque foi o retorno de Kaká à Seleção. Mesmo nos momentos em que o jogo mais parecia uma pelada de fim de semana, Kaká mostrou objetividade e buscou o caminho do gol. Os estreantes Alex e Mancini tiveram pouco tempo para mostrar seu futebol, mas Alex entrou aparentemente melhor na partida.
O time da Venezuela até teve alguns momentos de brilhantismo com Vargas (pareceu ser o mais técnico da equipe), Guerra e Rojas. Inclusive, Rojas em lance ousado aplicou um elástico em Maicon. Mas no geral, a equipe grená não demonstrou muita qualidade e só chegou com perigo nos momentos que o Brasil dormiu em campo. Digo mais, nos momentos de sono profundo; porque dormir, a Seleção dormiu o jogo todo.
A realidade é que essa vitória só serviu para maquiar a fase sofrível do futebol brasileiro.
No final do 1º tempo, Robinho e Adriano foram questionados sobre a causa da facilidade encontrada na partida, eles alegaram que a movimentação do ataque brasileiro que facilitou as coisas. Provavelmente, quarta-feira no Maracanã, a Colômbia venha retrancada, então vamos ver se a movimentação do ataque é assim tão boa.
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domingo, 12 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
O Terror do Morumbi

Nada mais justo estrear esse blog escrevendo sobre um dos meus heróis de infância: Raí.
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A minha mais doce lembrança futebolística está intimamente ligada a ele: A final do Campeonato Paulista de 1998 entre São Paulo e Corinthians. O São Paulo vinha de uma vitória fácil na semi-final contra o Palmeiras; já o Corinthians, vinha de uma vitória suspeita contra a Portuguesa.
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O jogo suspeito em questão é a famigerada partida em que o árbitro Javier Castrilli prejudicou claramente a Portuguesa, fazendo jus à tradição lusa de ser lesada em momentos decisivos.
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A primeira partida da final foi vencida por 2 a 1 pelo Corinthians, com um gol polêmico de cabeça do zagueiro Cris em cobrança de escanteio. No momento da cobrança, o goleiro Rogério foi impedido por Vampeta de sair do gol e cortar o cruzamento. Considerando a forma que o Corinthians passou pela semi-final, logo imaginei que seria um campeonato de cartas marcadas. Mas durante a semana houve uma grande surpresa.
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Raí, que já havia anunciado outrora seu desejo de encerrar carreira no São Paulo, terminava seu contrato com o Paris Saint-Germain naquele ano e já estava de malas prontas para o clube paulista. Entretanto, ninguém esperava que ele pudesse jogar o Campeonato Paulista, era considerada uma contratação para o segundo semestre. A diretoria tricolor decidiu que o time precisava de seu talismã para reverter a situação da final e adiantou o retorno do meia. Os documentos foram enviados a Federação Paulista e Raí foi inscrito para final do Campeonato com a camisa de número 23.
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O ídolo chegou ao Brasil na quarta-feira, fez alguns treinos leves e foi pro jogo no domingo. O retorno do ídolo levou 80.000 pagantes ao Morumbi, e Raí correspondeu ao carinho. Fez um gol, deu assistência para outro e ainda desfilou a costumeira elegância levando o São Paulo à conquista do título. Parece que por brincadeira do destino, Raí que havia se tornado ídolo na França, fez um dueto de gala com França, o atacante, em seu retorno ao Morumbi.
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Raí foi o ídolo da minha infância e virou meu herói após a final do Paulista de 98.
Sempre que lembro do Raí, me vem à cabeça um fato curioso. Meu avô não conseguia falar Raí, não sei porquê, e chamava ele de Raíz.
Também não me foge da memória a forma como eu torci para que o Raí jogasse a decisão, como eu saí correndo e pulando pelo quintal do meu tio quando o Raí fez o gol e como fiquei triste quando ele se lesionou.
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Sempre que lembro do Raí, me vem à cabeça um fato curioso. Meu avô não conseguia falar Raí, não sei porquê, e chamava ele de Raíz.
Também não me foge da memória a forma como eu torci para que o Raí jogasse a decisão, como eu saí correndo e pulando pelo quintal do meu tio quando o Raí fez o gol e como fiquei triste quando ele se lesionou.
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No final das contas, o que eu tenho a dizer é:
Obrigado, Raíz!
Obrigado, Raíz!
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